VLT e o Brasil


O Very Large Telescope - VLT é observatório astronómico óptico mais avançado do mundo.


O conjunto de telescópios VLT está na vanguarda da astronomia europeia terrestre no início do terceiro milenio.
É o instrumento óptico mais avançado do mundo, sendo composto por quatro telescópios com espelhos principais de 8.2 metros e quatro telescópios auxiliares móveis, com espelho de 1.8 metros.
Os telescópios podem funcionar em conjunto, em grupos de dois ou três, formando um gigantesco 'interferometro', o ESO Very Large Telescope Interferometer (VLTI), o que permite aos astronomos observar detalhes com precisão superior (até 25 vezes) à dos telescópios individuais.
No VLTI, os raios de luz são combinados em túneis subterrâneos, através de um complexo sistema de espelhos.
Para isso, a extensão do caminho percorrido pela luz recebida por todos os telescópios terá de ser igual, a menos de 1/1000 mm sobre 100 metros.
Com este tipo de precisão o VLTI consegue reconstruir imagens com uma resolução angular do milissegundo de arco, o que significa que seria capaz de distinguir individualmente os dois faróis de um carro na Lua.
Os telescópios de 8.2 metros também podem ser usados individualmente e, com uma exposição de apenas uma hora, podem obter imagens de objetos de magnitude 30.
Isto corresponde a ver objectos que são quatro mil milhões de vezes mais tenues do que aqueles que conseguimos ver a olho nu.
Os grandes telescópios chamam-se Antu, Kueyen, Melipal e Yepun.


O VLT faz parte do ESO, o Observatório Europeu do Sul, que é a mais importante organização europeia intergovernamental para a pesquisa em Astronomia e é o observatório astronômico mais produtivo do mundo.
O ESO disponibiliza aos astrônomos e astrofísicos europeus infra-estruturas de pesquisa de última geração e é financiado pela Áustria, Alemanha, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça.

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